domingo, 25 de agosto de 2013
O Dificil (não é o) acesso
Recentemente na Rede Municipal de Goiânia os professores foram surpreendidos com a informação no início do mês de agosto sobre o corte da gratificação Difícil acesso em seus salários, e a partir do mês de setembro se cessará. Um novo recadastramento está sendo feito para que possa atender a quem realmente se enquadra nas condições de Difícil acesso previstas no estatuto municipal para "desfrutar" desse "benefício".
Daí surge uma inquietação: o professor, que já não ganha tão bem, ter que sacar parte do seu salário para se transportar ao seu trabalho, ou mais de um, seria um acesso fácil? Professores que percorrem um caminho de vinte, trinta ou mais quilômetros são considerados pelo estatuto como acesso fácil ao trabalho? Quantas horas por dia ele usa o transporte coletivo para chegar a sua escola?
O que acontece, na realidade, é que o termo Difícil acesso é inadequado para exprimir o real sentido desse "benefício". Na verdade, o acesso a docência, o acesso a profissão, o ingresso a um cargo público docente é fácil; difícil é a permanência neste trabalho com um plano de carreira pouco atrativo e minúsculos benefícios. Como diz o nosso filósofo brasileiro Paulo Ghiraldelli "Nossa sociedade não gosta de professor. Há algo na autoridade desse personagem que incomoda o brasileiro, que, uma vez governante, age ou com desdém ou com ódio do mestre."
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