quarta-feira, 3 de julho de 2013

Hipóteses de escrita





Pensar em alfabetização é pensar como aluno se apropria do sistema alfabético de escrita. Para tanto, a pesquisadora Emília Ferreiro com o auxílio de Ana Teberosky desenvolveram estudos que mostram as crianças realizando hipóteses sobre a escrita. É claro que estas hipóteses não podem ser encaixadas categoricamente em caixinhas fechadas, mas dão ao docente recursos para trabalhar com seus alunos em cada "nível".
Talvez, uma das maiores contribuições dessa perspectiva ferreriana foi perceber que o aluno pensa enquanto é alfabetizado, e que se faz ativo neste processo de ensino e aprendizagem. Também desfocar o processo de ensino aprendizagem sobre como o professor ensina para como o aluno aprende faz parte das dos saltos que esta perspectiva nos fez dar.  Vejamos:

Pré-silábico: nível 1 – sem valor sonoro

Não estabelece vínculo fala e escrita; 

Não associa a escrita e a fala; 

Usa o traçado linear; 

Letras do seu próprio nome; 

Letras e números – uma letra para cada sílaba. 


Pré-silábico: nível 2 – com valor sonoro

  • Uma vogal ou consoante para cada letra;
  • Começa a estabelecer relação entre escrita e fala.

Alfabética

·        Em alguns momentos escreve alfabeticamente e, em outros, inverte letras;
·        Escreve com marcas de oralidade (omissões, troca de letras...);
·        Por vezes, segmenta palavras;
·        Apresenta troca de letras.



Usa o traçado linear; 

Letras do seu próprio nome; 

Letras e números – uma letra para cada sílaba. 

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