Para entender melhor a piadinha
domingo, 14 de julho de 2013
Em saia justa com o povo brasileiro
Para entender melhor a piadinha
Manifestações
Sem carros de som, sem partidos, sem divisão de classes sociais e aparentemente sem o apoio das redes televisivas, o povo brasileiro vai às ruas manifestar a sua indignação de um governo que deixa em segundo plano as prioridades básicas dos brasileiros. Um novo pensamento e sentimento de mudança se instaura e o Brasil passa a viver mudanças.
Nasci no ano de 1985, o ano em que a ditadura militar acabou e, não pude presenciar com meus olhos uma manifestação política tão grande. Quem tem menos de vinte oito anos, como eu, não teve esta experiência e nem desfrutou deste sentimento mútuo.
No entanto, quando vi as primeiras notícias de manifestações no twitter, facebook e outras mídias, minha postura foi de pensar qual motivo tinha desencadeado aquelas reações. Não concordei nem discordei no primeiro momento, só quis entender. Sempre acreditei que devemos reivindicar nossos direito e lutar pelo fortalecimento e valorização da nossa classe social, mas não estava entendendo o motivo das manifestações.
Procurava um único motivo, mas na verdade, eram muitos; motivos individuais e coletivos que compunham uma tessitura de interesses como se fosse uma colcha de retalhos em que cada pedaço formava uma peça maior, combinada e articulada.
Aquilo que aprendemos nos livros nem sempre fazem o mesmo sentido quando experienciamos um evento. Como já disse anteriormente, nasci em 1985 e não tinha experienciado algo assim, somente lido sobre. Para mim, fazer parte destes eventos como um sujeito histórico que cria sua história e não só participa dela, é um privilégio.
Em Goiânia, vi gerentes tirarem suas gravatas, estudantes gritarem, professores falarem etc. nas ruas em prol de interesses e recordando que o governo somos nós, é não os políticos. Os últimos são apenas representantes, mas quem indica o caminho somos nós.
Vamos torcer para que cresça um sentimento de nacionalismo e não apenas patriotismo tão evidenciado pelo futebol.
Manifestação em Goiânia da Praça Cívica até a T63 no dia 20 de junho.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
O ódio aos “de branco”
O ódio aos “de branco”
Não conheço um governo no Brasil que tenha buscado melhorar a educação por meio do aumento significativo do salário do professor. Isso não se discute. Ainda que o nosso professor, em geral, ganhe menos que mil e quinhentos reais, o que não permite que ele sobreviva por meio da sua profissão, o problema da educação é sempre o de falta de verbas, contanto que se as verbas vierem não se pague mais ao professor.
A explicação para isso só pode ser esta: os governantes não gostam de professores. O professor é aquele que lidou conosco em nossa infância e, portanto, não só ensinou, mas nos repreendeu e testemunhou nossas falhas mais vergonhosas. O brasileiro em geral se acha um gênio, nem se pode usar a palavra “burro” no ensino, pois por decreto psicopedagógico ninguém mais no Brasil é burro. Então, desse modo, logo que ficamos adultos, diminuímos em nossa memória a importância do professor em nosso aprendizado. Tudo que sabemos foi por conta de nossa genialidade intrínseca. Em nossa memória restam somente os episódios em que fomos admoestados. Entre nós, os que vão para cargos políticos devem ter sido mais admoestados que todos, talvez porque tenham realmente merecido, e então, uma vez no governo, mesmo que de modo pouco consciente, se vingam dos professores. No Brasil, não é difícil sustentar essa minha hipótese não!
[...]
Retirado do blog: http://ghiraldelli.pro.br/o-odio-aos-de-branco/, 10 de julho de 2013 às 15:16.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Hipóteses de escrita
Pensar em alfabetização é pensar como aluno se apropria do sistema alfabético de escrita. Para tanto, a pesquisadora Emília Ferreiro com o auxílio de Ana Teberosky desenvolveram estudos que mostram as crianças realizando hipóteses sobre a escrita. É claro que estas hipóteses não podem ser encaixadas categoricamente em caixinhas fechadas, mas dão ao docente recursos para trabalhar com seus alunos em cada "nível".
Talvez, uma das maiores contribuições dessa perspectiva ferreriana foi perceber que o aluno pensa enquanto é alfabetizado, e que se faz ativo neste processo de ensino e aprendizagem. Também desfocar o processo de ensino aprendizagem sobre como o professor ensina para como o aluno aprende faz parte das dos saltos que esta perspectiva nos fez dar. Vejamos:
Pré-silábico:
nível 1 – sem valor sonoro
Não
estabelece vínculo fala e escrita;
Não
associa a escrita e a fala;
Usa o
traçado linear;
Letras
do seu próprio nome;
Letras
e números – uma letra para cada sílaba.
Pré-silábico: nível 2 – com valor sonoro
- Uma vogal ou consoante para cada letra;
- Começa a estabelecer relação entre escrita e fala.
Alfabética
·
Em alguns momentos escreve alfabeticamente e, em
outros, inverte letras;
·
Escreve com marcas de oralidade (omissões, troca
de letras...);
·
Por vezes, segmenta palavras;
·
Apresenta troca de letras.
Usa o
traçado linear;
Letras
do seu próprio nome;
Letras
e números – uma letra para cada sílaba.
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